quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Livia Kilson - Intercambista na República Tcheca

Minha experiência começa bem antes de embarcar no Aeroporto Galeão- Rio de janeiro no dia 18 de agosto de 2011, tudo começou quando comecei a correr atrás de algumas agências de intercâmbio. Desde o começo, na minha primeira reunião da AFS eu já tinha me apaixonado pelo slogan "Conectando vidas, compartilhando culturas", pela história dos guerrilheiros que aspiravam por um mundo melhor, um mundo onde existia cumplicidade e respeito entre todas as pessoas, e foi ali, naquele momento,  que eu decidi que gostaria de fazer parte disso, e o que eu queria para um novo ano.
Ok, o ideal eu já tinha, queria viver uma nova cultura, comer de uma nova comida, falar um nova língua, fazer parte de uma nova rotina, ser de uma nova cultura! Mas eu só poderia escolher um, entre 194 países do planeta Terra! Minha vontade naquele momento foi me dividir em milhões de pedacinhos, e ter um pouco de mim em cada lugar do mundo.
Minha primeira escolha foi a República Tcheca, um pequeno país ao leste europeu, com uma grande história de poder e revoluções. E então, com mais de 50 kg de bagagem e outros tanto de coragem, eu deixei o país do samba para embarcar rumo ao país da cerveja. Desde o primeiro momento que embarquei rumo a uma nova vida, tudo foi inexplicável: o nosso grupo de intercambistas brasileiros, a primeira orientação para os intercambistas no país, aonde nós conhecemos pessoas de todas as nacionalidades e algumas que se tornaram tão especiais em tão pouco tempo, o primeiro passo (com o pé direito) na minha casa hospedeira na cidade Písek (Sul da Bohemia), nada poderia ter sido melhor.
O povo tcheco é um povo muito acolhedor, e com um coração gigante, não existe isso de "europeu frio" por aqui. Um país maravilhoso, com uma capital fora do comum e pessoas extraordinárias.
A começar pela minha família hospedeira, que parece mais a minha família de verdade, e me recebeu e me trata como filha, com tanto amor e carinho que eu tenho certeza que nunca os esquecerei.
E o mesmo na escola, todos me receberam como se fôssemos "amigos de longa data", me ajudaram, estão sempre me mostrando lugares novos, e tentando me fazer sentir em casa e me ensinar um pouco de tcheco, e são sempre muito pacientes quando não consigo pronunciar a bendita letra "ř", especialidade tcheca que separa o idioma tcheco do eslovaco.
Minha cidade Písek, é uma bela cidade, muito bem cuidada e uma das mais bonitas da região.
A comida é deliciosa, e os típicos "knedliks", um tipo de pão feito de farinha ou batatas, vai me fazer sentir mais saudade desse país que ficou com um pedaço do meu coração.
Fora a dificuldades, as adversidades, o choque cultural, e a saudade de casa... eu realmente acho que estou tendo "o melhor ano da minha vida" na República Tcheca, e não me arrependo por nenhum momento sequer de ter tido a coragem de ter optado por um destino não muito comum na escolha de um intercambista. Mas acho que essa é a magica, perceber que em cada momento aqui, você cresce e aprende, e mesmo, às vezes, não estando preparada para os "tapas" que a vida te dá, você sempre aprende a lidar com situações sob uma nova perspectiva. Eu com certeza voltarei mudada depois dessa viagem e desse ano maravilhoso que estou tendo.

E sabe o que é melhor? Ainda temos vagas para a República Tcheca com embarque em 2014 e com bolsa parcial!!! Faça como a Livia: enfrente seus medos e encare o novo \o

Para detalhes do programa, acesse: http://goo.gl/Ojc9t2










segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Maurício Scalia - Intercambista na França


Não é fácil ficar longe de tudo que você conhece, deixar tudo pra trás e começar uma nova vida com pessoas e hábitos que são completamente diferentes ao que você está habituado a ver todo dia. Mas você descobre que em pouco tempo vai amar novas pessoas intensamente, vai ganhar uma nova família e novos amigos que vai guardar no seu coração por toda sua vida. Aprendi coisas que são realmente muito importantes, meus sentimentos mudaram completamente, saí do Brasil como uma criança e vou voltar com uma maturidade muito maior. Aprendi a amar verdadeiramente, respeitar os outros e a mim mesmo, a ter uma responsabilidade enorme, independência. Aprendi a ter confiança, e ao mesmo tempo tive que aprender a sobreviver com uma saudade surreal que eu pensei que fosse impossível sentir. Graças ao meu intercâmbio com AFS, aprendi a viver.

Faça um intercâmbio com AFS! :) ♥
Conheça nossos programas: www.afs.org.br/programas



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Bárbara Fabris - Intercambista na Itália

Todos me perguntam por que eu resolvi fazer intercâmbio. Eu respondo dizendo: para quem diz que a melhor fase da vida é a infância, é porque nunca fez intercâmbio.

O mundo é cheio de culturas para conhecer, experiências para viver e obstáculos para ultrapassar. Eu decidi fazer intercâmbio justamente para mudar a rotina, conhecer uma língua nova e aprender outros costumes e hábitos. Estou vivendo em uma cidade pequena chamada Cislago, no norte da Itália. Tem apenas 15 mil habitantes e muito para fazer e conhecer. Mas sabe de uma coisa? Eu estou amando morar nesse lugar, que foi aonde eu comecei a melhor aventura da minha vida. Aprendi a ter paciência com algumas coisas, resolver alguns problemas sozinha, a amadurecer e principalmente criar outros laços. Como todos os outros returnees, eu estou amando a experiência e não tem nada melhor do que sair de casa e se aventurar em outra cultura e com outras pessoas.

E as saudades? É óbvio que eu sinto e penso na minha família todos os dias, mas não tem nada melhor do que você botar o pé no avião, ser independente e dar tchau àquela rotina. Viver um ano fora não é fácil, mas aí que tá a diversão: aprender a se acostumar porque depois vai ter um resultado.

A família hospedeira é como uma família de verdade. Você começa a dar valor a algumas coisas quando vê que sua família reforma o quarto para a sua chegada, prepara comida do seu país de origem para fazer você se sentir em casa, te leva para conhecer os lugares para ser inesquecível e principalmente, faz a experiência ser mais completa ainda.

A Itália é um país maravilhoso, cheio de histórias para contar e lugares para conhecer. Tem o seu jeito de ser, com suas arquiteturas fascinantes, o sorriso do italiano, a comida deliciosa e o passado que está presente até hoje. Eu estou amando esse período e espero que todos possam ver a Itália como eu estou vendo e possam viver essa experiência, porque depois serei eu a perguntar: Por que você resolveu fazer intercâmbio?




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Amanda Magnani - Intercambista na Suíça


Claro, durante o meu intercâmbio vivi muitas coisas, e teria infinitos casos para contar! Minha turma é muito especial, como toda a minha família hospedeira, e sou eternamente grata a todos eles. No entanto, há um "pequeno" detalhe, que nunca na vida eu irei esquecer.

Após oito anos sonhando com o meu intercâmbio, ele finalmente chegou. Foram tantas expectativas, tantas dúvidas e agora, não havia mais volta. Havíamos acabado de chegar no aeroporto de Zurique, e estávamos nos dirigindo à sala de desembarque. Enquanto escrevo, sinto novamente as borboletas no estômago. Até hoje não entendo como fui capaz de andar, tão bambas estavam as minhas pernas. Senti-me como em um túnel, e a porta que me levaria à minha família hospedeira era uma luz. O tempo que levei para chegar à sala de embarque foi longo ou curto demais. Eu estive realmente cega durante esses poucos segundos. E a luz que chegou de repente, vinda do outro lado da porta me deixo totalmente desnorteada. Eram tantas pessoas! Tantos rostos! Tantos pares de olhos! Mas não precisei sequer de um segundo para encontrar aquele par de olhinhos, que também procuravam desesperadamente pelos meus. Já havia entrado em contato com a Chiara, minha irmã hospedeira. E naquele momento, sem trocar uma palavra, corremos para os braços uma da outra. E embora nunca tenhamos nos visto antes, embora venhamos de culturas diferentes e falemos idiomas diferentes, naquele momento, naquele abraço, eu tive certeza: aquela é a minha irmã. E daquele momento em diante ela sempre o será.


Conheça o nosso programa escolar para a Suíça e faça parte da nossa história: http://goo.gl/YyyufY

Existe um mundo inteiro lá fora esperando por você! :)




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sulamita Santos - Intercambista na Bósnia e Herzegovina

Vamos falar sobre o melhor ano da minha vida!

Viver na Bósnia e Herzegovina, na região chamada República da Sérvia, conviver com uma família sérvia, ir ao cinema com os amigos, fazer compras em sérvio, visitar lugares os quais você só tinha lido a respeito ou visto imagens na televisão... estas são apenas algumas das experiências um estudante estrangeiro terá lá!

Meu ano de intercâmbio intercultural foi incrível porque tive a oportunidade de estudar sobre coisas que estudantes brasileiros não aprendem.

Sim, eu fui a primeira estudante brasileira na Bósnia e Herzegovina.


Eu gosto de pensar que tive a chance de deixar meu país e amigos ao redor do mundo conhecerem o quanto é bonito e fantástico aprender um idioma e cultura diferentes.


Minha cidade hospedeira na BiH foi Srpska, perto de Banja Luka.  É uma cidade pequena (cerca de 20.000 pessoas vivem lá), durante os meus primeiros dias tudo era novo, como as pessoas e alimentos. Foi complicado para entender a língua - depois de viver lá por 10 meses e estudar todos os dias com amigos e família, eu comecei a entender alguma coisa. Eu não falava Inglês muito bem, mas isso não foi um problema. As pessoas lá são muito receptivas e atenciosas. Minha família era - Ah meu Deus! - Incrível! Eu não tenho palavras para descrevê-los.

Então, eu fiz uma lista com as 10 coisas que você deveria fazer na Bósnia-Herzegovina:

1ª – Experimente muito a comida tradicional. Se você quiser um conselho, experimente “Sarma”. Minha comida favorita!


2ª – “Rakija” é uma bebida tradicional. Experimente também!


3° - Visite o Centro Olímpico em Sarajevo.


4° - Visite “Visegrad” uma linda cidadezinha perto de Foca. É a cidade de Ivo Andrić. Ele foi um romancista iugoslavo, escritor de histórias curtas, e em 1961 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.


5ª – Visite alguns museus.


6ª - Visite o centro de Sarajevo.


7ª – Caminhe ao longo do rio “Vrbas” em Banja Luka e vá ao centro de Visitantes.


8ª - Vá a um "Slava". É uma festa tradicional na religião católica ortodoxa.


9ª – Converse com pessoas mais velhas.


10ª – E a melhor: aprenda Folk Dance! Vá para as festas por lá!


E confiem em mim, é a melhor experiência da vida!!!


Minha experiência mudou a minha opinião sobre muitas coisas, não apenas sobre a Bósnia-Herzegovina. Pessoas de todo o mundo não conhecem muito sobre a Bósnia-Herzegovina. 


Então, eu convido você para visitar e aprender mais sobre essa região interessante e com uma belíssima cultura.